Mãezinha. A ternura da Alexandrina para
com Nossa Senhora levava-a a invocá-La sistematicamente como a Mãezinha. A sua
piedade era profundamente mariana.
Magunha, Isidoro. Sacerdote , professor de Mística e Ascética em Roma.
Numa visita à Alexandrina, garantiu-lhe que vivesse sossegada, na certeza de
que o seu caso místico era autêntico. Figlia 451, cga p 547, nota
Mar. A experiência poveira que a Alexandrina teve do mar reflecte-se na sua obra, quando fala de tempestade, redes, pesca, abismo,
nadar, barco, imensidão
Margarida Maria Alacoque, santa. O nome
desta santa francesa (Verosvres, 22 de
Agosto de 1647 - Paray-le-Monial, 17 de
Outubro de 1690) ocorre algumas vezes nos escritos da Alexandrina; é mencionado logo no primeiro pedido da Consagração.
Mas já se relacionava com ela por exemplo o lema “sofrer, a mar reparar,
etc.
Maria Dröste zu Fishering, beata. Esta beata alemã, que viveu em Portugal e cá faleceu, nunca é mencionada na obra da Alexandrina. Mas entre as duas há de comum terem sido mensageiras das consagrações do mundo respectivamente ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria Une-as também o facto de ambos esses pedidos terem ido de Portugal para Roma.
Marias das Sacrários-Calvários.
Associação de leigos de origem espanhola que promovia a adoração eucarística. A
Alexandrina também lhe pertenceu. Conserva-se a sua ficha de inscrição, muito
instrutiva para se perceber a devoção e finalidades da associação. Na
biblioteca que foi do P.e José Cascão, existe um manual das Marias dos
Sacrários-Calvários. Embora a Alexandrina se inscrevesse pela Póvoa, a direcção
da associação estaria na paróquia de Adoufe, junto a Vilarinho da Samardã, Vila
Real. No quarto da Alexandrina conserva-se um painel do calvário em relevo com
a representação do Calvário, sobre que ela podia pousar constantemente o olhar.
Marinho, Júlio. Sacerdote jesuíta,
superior do P.e Mariano Pinho ao tempo em que este foi afastado da direcção da
Alexandrina. A Companhia agitava-se então em duas correntes de opinião, uma
favorável à Doente de Balasar outra de oposição. É do mesmo tempo a polémica
sobre a Abscôndita, uma freira falecida em e que o P.e Oliveira Dias dirigira.
A Alexandrina dirigiu uma carta ao P.e Júlio Marinho. duas
cartas em Cga p775-777. Devo ter as páginas do rapaz que escreveu sobre a Brotéria.
Martins Júnior, D. António Bento. O
arcebispo D. António Bento Martins Júnior (Arcos, Vila do Conde, 5 de
Maio de 1881—Braga, 19 de Agosto de 1963) teve uma postura hesitante
em relação à Alexandrina. Em 1949, depois de em 1947 se ter encontrado em Roma
com o P.e Humberto, veio a Balasar em visita pastoral. Embora não tenha
visitado a Alexandrina, visitou-a então o Arcipreste P.e Manuel da Costa Gomes,
que na altura construía a Igreja Paroquial de S. José de Ribamar. Essa data
inaugurou um relacionamento novo da Arquidiocese com a Alexandrina que vai
possibilitar depois as avalanches de visitas de anos mais adiante. Ao tempo da
Consagração, comissão, jóia, Dr. Azevedo. A nota A correspondência para Roma em Cga 707-715
Teresa Neumann D. António Bento Martins Júnior esteve outras vezes em Balasar:
em 193 , em 1951
Martins, Felismina dos Santos. Esta
balasarense, nascida em 1914, é hoje (2009), com os seus 94 anos e uma
invejável lucidez, uma viva e bem informada fonte sobre a Alexandrina, em cuja
casa viveu desde muito cedo. Quis ser doroteia. Um dia, instigada por Maria
Machado, abandonou a Casa do Calvário. Influenciou indirecta e negativamente a
posição tomada pela Comissão Examinadora. Cga p 147 nota 4, a carta em Cga. A Alexandrina ajudou-a na casa.
Martins, Olavo Teixeira. Padre beata P
veríssimo. As Missões Outros padres missionários. Cga p 521 nota, p 629 nota,
Mateus, Leopoldino. O P.e Leopoldino
Mateus nasceu na Póvoa de Varzim em 9 de Janeiro de 1879, na Rua da Assunção, junto
ao castelo, e aí faleceu em 27 de Janeiro 1966. Ordenado em 21 de Setembro de
1901, veio para coadjutor da Matriz Poveira em . Após a proclamação da
República, foi colaborador activo d’O
Poveiro, jornal que desenvolveu uma
luta tenaz pela liberdade religiosa. A sua colaboração deve ter sido muito
oportuna, pois fê-lo alvo das mais repetidas e soezes críticas dos radicais
republicanos. Desempenhou várias tarefas em associações poveiras e, em
especial, promoveu a devoção à Senhora do Desterro. Foi secretário do Congresso
Eucarístico da Póvoa de Varzim, em 1925. Em 1929, dava colaboração a jornais da
Póvoa de Lisboa, Porto e Braga. Foi pregador. Em 1933 sucedeu ao P.e Manuel de
Araújo como pároco de Balasar, tendo certamente recebido a paróquia em situação
muito delicada. A sua dura experiência vivida na Póvoa há-de tê-lo ajudado a
superar as sérias dificuldades que então a paróquia oferecia. Quando dela se
retirou em 1956, deixou de si uma óptima memória. Durante o tempo em que esteve
em Balasar, enviou noticiários semanais para a imprensa da Póvoa que são hoje
uma preciosa fonte de informação.
Integrou a
comissão nomeada por D. Bento Martins Júnior para estudar a Alexandria a quem
levou diariamente a Comunhão, durante 18 anos. Já na qualidade de ex-pároco da
freguesia, escreveu várias vezes sobre ela em jornais poveiros. Foi natural e
decidido apoiante do Estado Novo, mas fê-lo com uma abertura que lhe permitia
manter um relacionamento cordial com os adversários do regime. Publicou no
Boletim Cultural Póvoa de Varzim dois
bem informados artigos históricos sobre Balasar (um de história local
contemporânea de Balasar, outro sobre a Santa Cruz). O P.e Leopoldino possuía
veia de literato, que mostrou quando colaborava n’O Poveiro com as suas
crónicas fantasiosas (e na altura também num jornal vila-condense).
Conhecem-se-lhe um ou outro conto e um poema.
Os últimos
anos da sua vida foram de grandes privações devido a ter feito um empréstimo a
uma familiar que não lhe devolveu o dinheiro.
Matias, Teresa. Esta balasarense de
Vila Pouca Figlia 435, irmã do pároco de Gondifelos? Cga p 148 nota 4, na carta da Felismina
Matos, Álvaro. Sacerdote poveiro de
raízes balasarense (teve mesmo propriedades em Balasar) que ministrou a
primeira Comunhão à Beata Alexandrina. Esteve à frente das Oficinas de S. José,
em Braga, e veio depois para pároco da Matriz da Póvoa (1914-1923). Tendo
falecido com 53 anos, as notícias da sua morte deram dele uma imagem de um
santo. Entre outras pessoas que então escreveram sobre ele, contam-se o P.e
Manuel de Araújo, então pároco de Balasar, e o P.e Leopoldino Mateus, ao tempo
coadjutor na Matriz.
Matriz
da Póvoa de Varzim. A Póvoa
de Varzim foi durante vários séculos uma só paróquia; a sua igreja setecentista
é ainda conhecida como Matriz da Póvoa. A padroeira é a Imaculada Conceição. A
Alexandrina frequentou-a ao tempo em que viveu na sede do concelho e nela
recebeu a Primeira Comunhão.
Matriz
de Vila do Conde. A Igreja
Matriz de Vila do Conde é um grande e rico templo do ponto de vista religioso,
histórico e artístico. Foi construída nos primeiros anos do século XVI, tendo
sido João de Castilho o seu principal arquitecto (ele foi também o principal
arquitecto do Mosteiro dos Jerónimos e do Convento de Cristo em Tomar). A Alexandrina
recebeu lá o Crisma das mãos do então aí exilado bispo do Algarve, D. António
Barbosa Leão (só mais tarde é que ele foi bispo do Porto).
Mediadora.
Meio rural. Sol, céu, aves,
montanha, gado, moinhos. Comparativamente, não é tão importante como o mar. Trabalho
agrícola, cobras, cavalos ? Actividades diversas que ela conheceu: sacha,
vindimas, cega do centeio…,
Mensagem de Pio XII em 31 de Outubro de 1942.
Esta
mensagem de Pio XII, proclamada quando a Guerra Mundial estava bem acesa e
quando se celebravam os 25 Anos das Aparições de Fátima, pode-se dividir em
várias partes: agradecimento por ter libertado o país da ameaça comunista,
elogio aos governantes e fórmula da Consagração. A mensagem surpreendeu mesmo
os portugueses residentes em Roma e por isso não admira que quer a hierarquia
católica portuguesa quer a imprensa a princípio tivessem entendido mal o que se
passou.
Miglioranza,
Contardo. Hagiógrafo
franciscano argentino que escreveu uma biografia sobre a Alexandrina com o
título de Alejandrina María da Costa, la Crucificada Portuguesa (2003).
Milagres. O facto milagroso foi muito comum na vida
da Alexandrina. Convém contudo distinguir os milagres como a vivência da Paixão
com movimentos, o jejum de 13 anos, etc., dos que beneficiavam por exemplo as
suas visitas que lhe pediam intercessão. Quase não há infelizmente registo deles.
Alguns: Cga p 472 nota
Missionários
do Espírito Santo. Terceiro grupo de consagrados. Vida pública. Olavo. Jorge Veríssimo.
Mística. A mística é uma disciplina da
teologia católica que estuda ? P.e Magunha
Miúdo, Celestino. Poeta popular
balasarense (1893-1961) de que se conservam alguns poemas de reduzida arte e
inspiração. Actor
no Drama de Abel, residia junto à igreja. profissão
Mogofores. Mogo fores, onde residia o P.e Humberto
quando assumiu a direcção espiritual da Alexandrina, fica Cga p 308 nota,
Moinhos. A Alexandrina fala de moinhos e de mós.
Balasar foi durante séculos terra de vários moinhos movidos principalmente pela
força da água; mas houve também um de vento e um lagar de azeite e depois uma
fábrica de moagem, nas Fontainhas.
Moralização das praias. Cga p751
Moreira, Arnaldo. Pároco de S. Pedro de
Rates, da primeira metade do séc. XX, muito culto e bom músico. Cga p 519 nota. Os noticiários do P.e Leopoldino mostram que veio várias vezes auxiliar o
colega de Balasar. Os coros e o harmónio à cabeça.
Morte mística. Fenómeno místico
conhecido ? cga p.54 nota
Morte.
A morte da Alexandrina
tinha sido anunciado por Jesus como ? “A noite do espírito desapareceu no penúltimo
dia de vida” (Dr. Azevedo).
Moura,
Elísio de. Professor da
Universidade de Coimbra, natural da Braga, o melhor psicólogo da Península.
Veio ver a Alexandrina em 1938, tendo então um comportamento um pouco violento.
Ainda depôs no Processo?, Cga p 739
Multimédia. DVD inglês, etc.
Mundo. Nos escritos da Alexandrina o mundo evidencia
principalmente a dimensão universal da sua missão. A Consagração foi a do mundo
(não a de Portugal, da Rússia ou de qualquer continente em particular), o seu
sofrimento co-redentor de vítima beneficiava a humanidade inteira, etc. A
entrega da humanidade
Neumann, Teresa. Esta serva de Deus
alemã, da Baviera (1898-1962),
é contemporânea da Alexandrina. Por o período do seu longo jejum e outros
fenómenos místicos incluírem o tempo da Segunda Guerra Mundial, o seu nome foi
então muito divulgado. O não reconhecimento por parte da Igreja do carácter
extraordinário da sua inédia implicou dificuldades para o reconhecimento da da
Doente do Calvário. No caso de Teresa Neuman, os estigmas eram visíveis e
ocorriam outros fenómenos extraordinários, como o de falar línguas que nunca
estudara.
Neves, Joaquim Pacheco. Médico e
prolífico escritor vila-condense datas P 647 nota. Em 1953 ? Também se insurgiu,
no Jornal do Médico, contra as
visitas à Alexandrina. Isso deu azo a uma breve polémica com o Dr. Dias de
Azevedo nas páginas desse periódico.
Neiva, Manuel Casado. Pároco de Balasar
a partir de Setembro de 2010. Cfr notícias.
No Calvário de Balasar. Excelente
biografia do P.e Mariano Pinho sobre a Alexandrina, que desenvolve e aprofunda
o que escrevera em Uma Vítima da
Eucaristia. Além da edição original, brasileira, que saiu muito perto da
morte do autor, sem a indispensável revisão, teve ultimamente
edição portuguesa. A edição original data de 1963 e é portanto anterior ao
Processo Informativo Diocesano. O P.e Mariano Pinho ou não conhecia ou conhecia
muito pouco dos Sentimentos da Alma. Possuía contudo uns cadernos cujo conteúdo
era muito semelhante ao que viriam a ser os Sentimentos da Alma, relativos aos
anos de 1938-1942. Possuía ainda as Cartas que, segundo ele, são um autêntico
diário.
Noite (?) dos sentidos
Noivado (?) espiritual Cga p 67 nota 5,
6
Oliveira, Luís Joaquim. Conhecido como
o Cirurgião da Bicha, Luís Joaquim Oliveira (1803-1882) era natural de
Gondifelos. Casou para Balasar, supõe-se que para a Casa da Tinta, em Gresufes. Ao tempo do
seu falecimento, residia em Gestrins. Dois factos principais lhe deram
celebridade: o ter curado da ténia a rainha D. Maria II, que lhe concedeu a
comenda da Ordem de Cristo, e o de Camilo Castelo Branco ter escrito sobre ele.
Oliveira, Joaquim José. Natural de
Viatodos, no concelho de Barcelos, o Sr. Oliveira (1863-1935), como era
conhecido, foi o “farmacêutico de grande fama” a que a mãe da Alexandrina
recorreu quando esta, pelos quatro anos, se feriu ao lado da boca. Chegou a ser
vereador da Câmara Municipal de Barcelos. A sua farmácia, a da Isabelinha, deve
ser um das mais antigas do país, pois vem ainda do tempo do Absolutismo.
Joaquim José de Oliveira casou duas vezes; da primeira fê-lo com uma familiar
do Dr. Abílio Garcia de Carvalho, pelo que o funeral deste médico foi presidido
pelo P.e José Garcias, filho do farmacêutico da Isabelinha.
Oração. Numa mística como a
Alexandrina, a oração não podia de deixar de ocupar um lugar da maior
importância: Quase contínua. Não foi por acaso
que o Casal Signorile compôs um livro sobre a sua oração, Mio Signore Mio Dio!, publicado em português com o título de A Vida interior da Beata Alexandrina.
ver.
Ortiga, D. Jorge. Arcebispo de Braga (nascido
em Brufe, V.N. de Famalicão,
5-3-1944) ao
tempo da Beatificação e anos subsequentes. Promoveu jornadas . Ver site
da diocese.
Pacheco, Abel. Médico portuense. Figlia 432 Histeria no livro do Dr.
Abílio
Painel do Bom Pastor. O P.e Humberto
refere-se uma vez ao belo painel do Bom Pastor que existia no retábulo do
altar-mor da Igreja de Balasar e que algumas fotografias documentam. Consta que
ainda se guarda em Balasar essa pintura.
Paixão (A) de Jesus em Alexandrina Maria da
Costa. Livro organizado pelo P.e Humberto, publicado originalmente em italiano, foi depois traduzido para português e japonês Via-sacra
Paixão (êxtases). Duas formas. “Até à
festa de Nossa Senhora das Dores, inclusive” (P.e Pinho). Cga 731 Figlia 635
Párocos
de Balasar. O pároco de
Balasar era reitor, tendo passado a abade em finais do séc. XIX. Aqui
colocaremos apenas a lista dos párocos do séc. XIX e dos abades do XX. Séc.
XIX: Séc.: XX:
Paradoxos. "Passo bem passando mal". Figlia
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