quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Cont. 6


Pasquale, Humberto. O P.e Humberto nasceu em Vignole Borbera, junto a Turim, Itália, no dia 1 de Setembro de 1906, e faleceu em Rivoli, Turim, em 5 de Março de 1980. Desempenhou um importantíssimo papel junto da Alexandrina: escritos, divulgação (com êxito), Processo  ? Escritor, varão apostólico. Alexandrina, Cristo Gesù in Alexandrina, Fátima e Balasar, Sob o Céu de Balasar, Eis Alexandrina, etc. ? Il Monello di Dio. Don Umberto Maria Pasquale, 2006 Fundou as Edições Salesianas para as quais escreveu numerosos opúsculos, assinadfosd às vezes por Salesianus. Depois de regressado a Itália publicou várias outras obras. Polígrafo Cga p 400 nota, 416 nota, Primeira vinda a Balasar em 1944. Afastamento da Alexandrina: 1948. Vinda a Balasar, em regresso do Brasil: 1953. No Processo Informativo Diocesano.
Paulo II, João. Papa polaco de nascimento (Polónia, 18-5-1920 — Vaticano, 2-5-2005) que presidiu à beatificação da Alexandrina, em 25 de Abril de 2004. Foi também no seu pontificado que saiu o Decreto das Virtudes Heróicas. Foi beatificado em 2011.
Pensamentos Soltos.
Pinho, Mariano. O jesuíta P.e Mariano Pinho (Porto, 16 de Janeiro de 1894 — Recife, 10 de Julho de 1963) o foi primeiro director espiritual da Alexandrina. Era um jovem seminarista quando foi proclamada a República; partiu por isso então para o exílio, vivendo e estudando em diversos países da Europa (Espanha, Bélgica, França, Áustria…). Regressado a Portugal em 1929, veio para a Póvoa de Varzim onde, além de colaborar no Mensageiro, divulgou intensivamente a Cruzada Eucarística, para que fundou em 1930 a pequena revista, ainda hoje existente, Cruzada. Em 1933, por ocasião da pregação em Balasar de um tríduo sobre o Coração de Jesus, tomou contacto com a Alexandrina, em quem em breve reconheceu    em Vítima de perseguição dentro da sua ordem, foi exilado para o Brasil (Baía e Recife), onde deu largas à sua meritória acção de sacerdote. Em Portugal, dirigiu a Brotéria, o Mensageiro de Maria, e fundou a Cruzada. Foi um pregador de nomeada. Legionário das Missões outras obras publicadas anúncio da canonização site Legionário das Missões. Escreveu sobre ela dois livros, Uma Vítima da Eucaristia (1956) e No Calvário de Balasar (1963). Nos escritos da Alexandrina, Jesus tece-lhe altíssimos elogios e anuncia que ele há-de ser canonizado. Os seus restos mortais repousam no cemitério de Balasar desde  data.
Pio XII. Papa datas que proclamou a Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria, em 1942. Um dia, em conversa com o Arcebispo de Braga, chamou à Alexandrina “jóia que o mundo não conheceu”. Mais Cga p 511 text e nota, ; “De Roma por intermédio do Sr. P. Humberto, recebi um cartão com a fotografia do Santo Padre, de braços abertos e olhos no Céu e dizia assim: "Fui recebido pelo Santo Padre e pedi-lhe uma bênção especial para si dizendo-lhe alguma coisa da sua vida. E ele, abrindo os braços afectuosamente e orando disse: SIM, SIM! NÃO UMA BÊNÇÃO MAS TODAS AS BÊNÇÃOS ÀQUELA FILHA QUERIDA! E disse também: A TODOS OS SEUS E OS QUE A RODEIAM”. (carta ao P.e M. Pinho, 9-1-50)
Poetisa. O nível da cultura literária da Alexandrina era o de uma aldeã quase iletrada, embora muito inteligente. Dotada de grande fluência discursiva, seria certamente capaz de improvisar em quadras e possuía por outro lado uma sensibilidade que intuitivamente a levava a distinguir da fala comum aquela expressão mais artística a que se chama poesia. Os seus textos versificados não são muitos e um e ou outro encontra-se em verso um pouco livre. Deixou fragmentos literários em prosa que, se os dispusermos em verso livre, são poemas de inegável qualidade. Talvez seja na Autobiografia que mais sobressai o contraste entre a sua prosa e os textos poéticos adaptáveis a verso livre. De facto é aí que a prosa é mais prosa, mas nela se engastam achados como o Hino aos Sacrários e outros. Nos Sentimentos da Alma, há uma maior continuidade de certo nível poético. A Alexandrina usa a com frequência a imagem e outros processos retóricos dum modo expedito. Manifesta alguma predilecção por uma figura menos comum, o oximoro. Talvez nascido do seu gosto de brincar, ele, apesar disso, ocorre mesmo em contextos intensamente dramáticos.
Políticos balasarenses. O P.e Leopoldino Mateus, que conheceu bem o meio político da Póvoa, regista o nome de alguns balasarenses que se notabilizaram pela sua intervenção política a nível concelhio e local. Um deles era natural de Gresufes, como a Alexandrina. Joaquim Machado. José António de Sousa Ferreira, Joaquim de Almeida, João Salazar da Costa,
Por detrás de um Sorriso, Alexandrina Maria da Costa. Biografia italiana da Alexandrina da autoria do célebre P.e Gabriel Amorth, que era pessoa especialmente creditada para certos aspectos da tarefa da sua escrita. Edições italiana (1990) e portuguesa.
Portugal. Encontra-se expresso em várias páginas da Alexandrina um sentimento saudavelmente patriótico. Portugal será poupado. Uma honra
Possessão.
Poveiros. Pescadores e gente anónima L M angelina, Irene Gomes,
Póvoa de Varzim. Cidade costeira, com larga tradição piscatória e vocação turística, sede do concelho a que pertence Balasar. Foi aí que a Alexandrina frequentou a Escola Primária entre Janeiro de 1911 e Junho de 1912, que fez a Primeira Comunhão e que alargou significativamente o seu conhecimento do mundo, já desde a infância. A então vila atravessava na altura um momento muito difícil, devido às drásticas limitações que a República impunha à liberdade religiosa, com a expulsão dos Jesuítas, das Irmãs Doroteias e das irmãs de caridade. Quartel e proposta de namoro dum militar. Linguagem militar.
Pravisano, João. Figlia 446, pp 800
Presidentes da Junta -
Primeira República. Os factos que ocorreram durante ela.1910-1926
Processo Informativo Diocesano. O processo Informativo Diocesano da Alexandrina decorreu em Braga, entre 1968 e 1973. Sessões testemunhos Volumes do Summarium. O tribunal foi constituído pelos Padres Dr. Alexandrino dos Santos, Juiz delegado, Dr. Frederico Malvar e Dr. Álvaro Dias, juízes adjuntos, cónego Dr. Martins Gigante, promotor da Fé, Dr. Arieiro, notário. O P.e Heitor Calovi, SDB, era o postulador da Causa da Alexandrina. Ao P.e Humberto Pasquale coube também um importante lugar, na recolha de materiais, como antigo director espiritual da Alexandrina e seu principal biógrafo. Testemunhou. O Processo Informativo Diocesano é moroso e dispendioso, mas abre as portas que conduzem posteriormente, se for caso disso, à beatificação e à canonização.
Proença, Maria da Conceição Leite Reis Proença. Ver Sãozinha.
Profecias. Cga p716 ss,
Professores de Balasar.
Quarto. Na casa que a D. Ana recebeu só havia um quarto, para nascente, logo a seguir à sala. Por isso, então, a sala tinha variadas funções: era lugar de trabalho, mas também para dormir. A fotografia mais antiga da Alexandrina foi tirada quando ela ainda lá estava a sua cama. Só mais adiante é que foram construídos os outros quartos e é que ela foi definitivamente para aquele que é conhecido como seu. Acontecimentos decoração,
Quinta de D. Benta. Esta quinta, também conhecida como Quinta de Balasar, entra verdadeiramente na história com Manuel Nunes Rodrigues, natural do Louro, V.N. de Famalicão, que para lá casou talvez em 1741 e reconstruiu a casa para o edifício actual, com a sua magnífica capela, como registou numa lápide; faleceu em 1758. Tinha feito fortuna no Brasil. D. Benta (1727-17), sua esposa, deve ter melhorado significativamente a ponte de madeira sobre o Este que ligava o norte da freguesia ao Calvário. Está sepultada na Matriz da Póvoa de Varzim. A última descendente nobre que foi senhora da quinta, D. Maria José Carneiro da Grã Magriço, casou com o Visconde de Azevedo, um notável católico e homem da cultura, amigo de Camilo.
Refúgio da Paralisia Infantil. Casa de saúde criada pelo Dr. Henrique Gomes de Araújo na Foz do Douro, onde foi feita a verificação do jejum da Alexandrina. Não sobreviveu ao fundador.
Relicário. Por altura da Beatificação, foram mandados fazer, na Ourivesaria Gomes, da Póvoa de Varzim, três relicários onde se colocaram pequenos ossos da Alexandrina. Um deles ficou no Vaticano, outro em Braga e o terceiro encontra-se junto ao túmulo, em Balasar.
Relíquias.
Resgate. Cga p 704
Regedor -
Retiro espiritual. cga p70
Reynolds, Francis. Leigo irlandês, fundador e activo dinamizador, até à morte, em 2006, da Alexandrina Society. Profissional de cabeleireiro, exerceu o seu mister na Inglaterra e na Irlanda. A inspiração
Revolução Liberal. A aparição da Santa Cruz de Balasar aconteceu num momento decisivo das lutas liberais, a duas semanas do desembarque do Mindelo. Foi nesse período dificílimo que foi construída a capela respectiva e que Custódio José da Costa desenvolveu a sua acção. De 1833 a 1841, a autoridade que presidiu à Arquidiocese de Braga foi ilegítima. Ilegítimo a seu modo também foi o pároco de Balasar desses anos.
Ricca, Alberto. Cónego da Sé de Lamego, professor do liceu da Póvoa, escandalizou a pequena vila com o seu apoio ostensivo à legislação de Afonso Costa. Elemento altamente perturbador, uma vez agrediu o Pároco da Póvoa. A pequena Alexandrina não só deve tê-lo conhecido pessoalmente como não deve ter ignorado o lado escandaloso do seu comportamento.
Rocha, Afonso. Datas Açoriano residente em Reims e grande devoto da Alexandrina. Escreveu sobre ela, criou a Alex-Diffusion, traduziu muito escritos e livros. É o webmaster do Sítio Oficial e desenvolve ainda muitas outras actividades ao nível da Internet, quer sobre a Alexandrina quer sobre outros temas católicos.
Rosário. Cga p 500 texto, roubo
Rowles, Kevin. Inglês residente próximo de Londres, convertido ao catolicismo e membro da Alexandrina Society, é autor do opúsculo Alexandrina, a Living Miracle of the Eucharist (2006). Além da edição inglesa, este opúsculo teve já edição australiana e americana (esta muito ilustrada). Foi nele que as Mary Dowry’s Productions se basearam para criar o seu DVD sobre a Beata Alexandrina.
Rua da Junqueira. A Rua da Junqueira é desde há muito uma importante artéria da Póvoa de Varzim onde se concentra grande parte do seu comércio, particularmente em artigos de vestuário, de calçado, ourivesaria, etc.; ao tempo em que lá viveu a Alexandrina, ainda mantinha traços da sua origem popular. Por outro lado, visto ficar próxima do Centro Republicano e do Café Chinês, era naturalmente frequentada pelos republicanos radicais (um jornal destes republicanos, A Propaganda, tinha mesmo aí a sua redacção). O americano, que vinha de Vila do Conde e se dirigia até à praia poveira, passava por esta rua. a Maria Mataca
Sacerdotes balasarenses. O P.e Leopoldino Mateus registou o nome de numerosos sacerdotes balasarenses ou ainda vivos ou de que se conservava memória recente na freguesia, mas houve muitos mais ao longo dos séculos, mesmo que se não conserve abundante memória deles.
Sagrada Escritura. Na obra da Beata Alexandrina está presente sobretudo o Novo Testamento e a tal ponto que, a partir dos escritos, o P.e Humberto pôde escrever o livro A Paixão de Jesus em Alexandrina Maria da Costa. Mas há alusões a passos do antigo.
Sagrado Coração. Nos escritos. A imagem no quarto. Foi por altura duma pregação sobre o Sagrado Coração que o P.e Mariano Pinho veio a Balasar. A Basílica, Bagubte.
Sala. Noutros tempos, este nome algo pomposo designava uma divisão da casa que tinha pouco das actuais salas de estar ou de jantar. Não sendo espaço concebido propriamente para trabalho ou dormida, prestava-se a variadas funções. Só era propriamente sala nalgum momento menos comum, como num dia de baptizado ou na recepção do compasso, ou como câmara ardente em momento de morte. Não se estranha por isso que mo momento do salto a Deolinda aí costurasse ou a Alexandrina tivesse a sua cama.
Salazar, António de Oliveira. O nome de Salazar datas, a quem a Alexandrina chegou a enviar uma carta, sai-se muito bem dos seus escritos. Há neles uma referência um pouco misteriosa a um bolchevismo que ameaçava o país e que poderá referir-se ao regime de esquerda actualmente em vigor. É recomendado que Salazar se proteja dele. O caso da moralização das praias. O artigo do P.e Pinho. Pio XII. P.e Leopoldino. Dr. Azevedo. Gente inteligente, culta e honesta. A revisão histórica pós-25 de Abril. Opinião de António José Saraiva: "Salazar foi, sem dúvida, um dos homens notáveis da história de Portugal e possuía uma qualidade que os homens notáveis nem sempre possuem, a recta intenção". Expresso, Abril de 1989.
Salto. O Salto da janela da sala da Casa do Calvário, em 1918, foi um gesto heróico da Alexandrina que a coloca ao lado de santas como Inês de Roma ou Margarida Goretti. Segundo os médicos, este salto terá tido consequências irreversíveis para a sua coluna, estando na origem da sua posterior paraplegia. As amigas. A sua determinação. Os energúmenos. A casa
Santa Cruz. No dia do Corpo de Deus de 1832, duas semanas antes do Desembarque do Mindelo, ocorreu em Balasar a aparição duma misteriosa cruz desenhada no chão do lugar onde agora se vê a capela desta invocação. Como não existia a actual Igreja Paroquial, devia tratar-se dum espaço muito ermo. Uma vez que já havia a velha ponte de madeira que D. Benta mandara reconstruir, o lugar da aparição ficava à margem da estrada que vinha de Gestrins para a Igreja do Matinho (do Casal e Lousadelo vir-se-ia usualmente mais por cima, pelo Calvário). A paróquia possui cópia duma sentença do tribunal episcopal sobre a Santa Cruz, datada de 1834. É um documento digno de inteiro crédito e conta-nos como se deu a aparição e as diligências feitas para a criação da confraria. A Confraria da Santa Cruz chegou a possuir três pequenos imóveis: a actual capela, uma outra sem dúvida muito mais espaçosa que ficava no lugar da actual igreja e uma casinha das esmolas, a que chamavam o mosteiro. A divulgação desta devoção muito deve a Custódio José da Costa. Durante muitas décadas do séc. XIX, a Santa Cruz de Balasar foi objecto de larga romagem popular, como o testemunha o “romance” de Gomes de Amorim As Duas Fiandeiras, os ex-votos oferecidos e até as siglas que os pescadores poveiros deixaram na porta da capela respectiva. Poucos meses após o P.e Leopoldino tomar conta da paroquialidade de Balasar, começou a ser publicada no jornal A Propaganda uma série de treze artigos de carácter histórico sobre a Santa Cruz. Pensamos que o autor deles era o novo pároco, embora venham assinados apenas por Z. A importância da Santa Cruz aumentou incomensuravelmente após as referências que Jesus lhe fez nos colóquios com a Alexandrina. Nos documentos da Alexandrina  citações
Santa Missão. 1950, 1951. Que contributo para a vinda das pessoas em 1953?
Santos, Cândido Manuel dos. Este balasarense adoptivo (Gondifelos, 14/12/1892-Balasar, 16/8/1966), de poucas posses económicas, que residia próximo da Igreja Paroquial e que deve ter sido autodidacta, foi correspondente de sucessivos periódicos poveiros, nomeadamente republicanos, numa primeira fase. A partir do Estado Novo, assina as suas correspondências apenas por C. Os seus conterrâneos alcunharam-no de Cândido Pardal e ele assina por vezes como Canário. Graças certamente ao seu entusiasmo pela República, veio a ser responsável pelo registo civil na freguesia. Porque escreveu a correspondência de Balasar durante décadas, fornece uma informação abundante e diversificada para a história de Balasar e para a da Beata Alexandrina. O Idea Nova e o seu sucessor Ala Arriba são talvez os jornais onde . Um dia, expôs ao P.e Humberto uma opinião muito favorável à Alexandrina sobre o ensino da catequese que ela praticou em adolescente. A partir de certa altura possuía máquina fotográfica, pelo que não é de excluir a hipótese de ter sido ele o primeiro a fotografar a Alexandrina.
Santas Missões.
Santos, Sebastião Tomás dos. Natural de Carregal do Sal, este professor de Matemática ensinava em Lisboa em 1908, ano do regicídio; daí veio então para o Liceu poveiro. Republicano radical, durante os meses de Março a Junho de 1911, foi administrador do concelho da Póvoa de Varzim, criando muitas dificuldades ao normal desenvolvimento da vida religiosa. Antes de ir para o Liceu de Rodrigues de Freitas, pronunciou na Póvoa, no dia 5 de Outubro de 1911, um virulento discurso anticlerical. A Alexandrina deve-o ter conhecido. Ensinou depois em vários liceus e dedicou-se ao estudo da matemática.

Cont. 7


Sãozinha. 23/10/04-11/12/1984) Abreviação familiar e diminutiva de Conceição, designa a professora do ensino primário em Balasar, Maria da Conceição Leite Reis Proença, amiga de longa data e secretária da Alexandrina, a quem dirigiu dezenas de cartas. Foi dinamizadora cultural da freguesia com o colega António Costa. O “teatro” onde então se faziam frequentes representações ficava nas traseiras da Casa da Ponte. Uma obra que lá foi repetidamente à cena tinha o título de “A Morte de Abel”. Um dos actores habituais era o Celestino Miúdo.
Scrimieri, Maria Rita. Cooperadora salesiana de Milão muito activa na divulgação da Alexandrina, sobre quem publicou um livro e uma Via-Sacra, além de escrever em diversas publicações, inclusive no Osservatore Romano; interveio, por exemplo, no Congresso Eucarístico de Guadalajara, no México. Come l’ape, di fiore in fiore..., 1999. Preparou a edição do livro do P.e Humberto Il Monelo di Dio.
Segunda Guerra Mundial. Nos escritos da Alexandrina encontram-se muitas referências à Segunda Guerra Mundial quer em razão da consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria quer por outros motivos (por causa destra guerra, por exemplo, a Alexandrina chega a escrever ao Papa).
Sentimentos da Alma. Obra maior da Alexandrina, este diário, na cópia oficial dos seus escritos, cobre os anos que vão de 1942 a 1955. A autora descreve neles os seus estados de alma, as suas vivências da Paixão e os colóquios que tem com Jesus e Nossa Senhora.
Signorile, Eugénia e Chiaffredo. Casal italiano de professores de Matemática e Física que a partir de 1965 se entregou ao estudo da Alexandrina, de colaboração com o P.e Humberto. Publicou depois largo número de obras sobre ela. Após a morte de Chiaffredo, a sua esposa continuou a obra divulgação. Do vasto número de obras publicadas, destacam-se Figlia del Dolore Madre di Amore, Solo per Amore! e La Gloria dell’Uomo dei Dolori
Silva, D. Francisco Maria da. Datas Arcebispo de Braga que sucedeu a D. António Bento Martins Júnior. Decorreu em seu tempo o Processo Informativo Diocesano da Alexandrina.
Silva. Manuel José Gonçalves da. Pároco de Balasar entre ; esteve ausente da sua paróquia de
Silva, Manuel Martins Gonçalves da. Pároco da Póvoa de Varzim ao tempo em que lá viveu a Alexandrina. Grande lutador em favor da liberdade religiosa, foi várias vezes levado ao administrador e ao tribunal, sofreu ameaças e acabou por ver o jornal que apadrinhava (O Poveiro) ser silenciado e ser ele próprio foi exilado para Vila do Conde, por um ano, em finais de Maio de 1912. O ambiente de perseguição religiosa que então se vivia na Póvoa e a pregação deste sacerdote devem ter marcado profundamente a pequena Alexandrina.
Sítio Oficial. Criado em 2005, este sítio da Internet tornou-se uma referência quase universal para os amigos da Alexandrina, como se comprova por a ele acorrerem mensalmente visitantes de cerca de 100 países desde meados de 2009. Caracteriza-se pela grande variedade de conteúdos e pela diversidade de línguas representadas, com livros inteiros em português, espanhol, inglês, francês, italiano e outras línguas. Dispõe dum grupo significativo de colaboradores, como o Afonso Rocha (webmaster e tradutor para francês), o José Ferreira, o Leo Madigan (que traduz para inglês), a Yolanda Astrid Avilés (que traduz para espanhol), a Eugénia Signorile (que autorizou a colocação das suas obras em linha), o P.e José Granja, etc. Em 2012, foi despromovido do seu carácter oficial para Sítio dos Amigos da Alexandrina.
Sob o Céu de Balasar. Breve biografia escrita pelo P.e Humberto. Além de actualizar a biografia de origem , Alexandrina, este era um livro pequenino, portanto muito mais acessível aos leitores pouco dadas à leitura. (edição portuguesa em 1983).
Sofrimento espiritual. Além dos terríveis e tão variado sofrimentos físicos que a Alexandrina padeceu, sofreu também a outro nível: com as suas dolorosíssimas dúvidas, com incompreensões, com difamações, com ameaças da violação, com a perda temporária da visão
Sofrimento físico. Tifóide, salto, Crucifixão, Fechada no quarto, paraplegia, doenças, vómitos, fome vítima
Solo per Amore! Este livro preparado (2006) por Eugénia Signorile é talvez o melhor estudo biográfico da Alexandrina. Alvitram alguns que ele poderá vir a tornar-se um clássico da literatura mística. Os colaboradores do Sítio Oficial cuidaram de o traduzir para português, inglês e francês. Foi publicado pela Alex-Diffusion nesta última língua em 2010. Seulement par Amour.
Sorriso. Apesar de ser um alma-vítima, Jesus pedia à Alexandrina que mostrasse um sorriso constante às visitas. Segundo Eugénia Signorile ela virá a ser conhecida como a Santa do Sorriso. Como o de Jesus.
Sousa, D. Gabriel de. Abade de Singeverga que pôs em marcha a construção duma grandíssima abadia, mas da qual apenas se edificou a primeira fase. Nos anos finais da vida da Alexandrina, foi indigitado para dirigir uma nova comissão para a examinar. Tratava-se duma iniciativa do Arcebispo de Braga, certamente por sugestão do P.e Dr. Sebastião Cruz. Os membros desta comissão internacional iriam ser: ,  Cga p 622 nota, o escrito dele, p 624 nota, p 647 nota,
Summarium. O Summarium (em português, Sumário) do Processo da Alexandrina ocupa dois volumes, um contendo uma síntese dos testemunhos aduzidos, outro uma biografia. Só existe edição em italiano. Typis Vaticanis
Terças, José Alves. Sacerdote e escritor passionista, tem um lugar na vida da Alexandrina por ter divulgado pela primeira vez, sem o consentimento da visada, a vivência da Paixão. Fglia 443 Em 1942, o seu livro aparece publicitado num jornal da Póvoa de Varzim.
Teresinha, Santa. Datas Esta Doutora da Igreja, canonizada em tempo da Alexandrina, era uma sua devoção particular. Foi no dia litúrgico de Santa Teresinha que ela reviveu pela primeira vez a Paixão. Santa Teresinha apareceu-lhe então, incitando-a a reviver a Paixão e prometendo-lhe que, quando morresse, viria ao seu encontro. Na Póvoa de Varzim o nome desta jovem santa aparece associado a duas obras em honra do Sagrado Coração de Jesus, o Colégio das Doroteias e a Basílica.
Terrasini. Terrasini é uma terra siciliana onde o P.e Humberto se encontrava em pregação quando a Alexandrina faleceu. Agnelo Figlia 482
Testemunhas do Processo Informativo Diocesano.
Tio Joaquim. Padrinho da Alexandrina, arruinado, casado com uma costureira de Touguinhó.
Títulos dados à Alexandrina. Doutora das ciências divinas, luz e farol  alguns
Toca de Assis. Esta fraternidade brasileira teve com certeza um papel relevante na divulgação da Alexandrina no Brasil (onde ela já era antes conhecida – foi neste país que o P.e Mariano Pinho publicou as suas biografias). Em Balasar há uma pequena comunidade de monjas da Toca de Assis. A Alexandrina é uma das patronas da fraternidade. Com o afastamento do fundador, a fraternidade mergulhou em grandes dificuldades.
Tombo de Balasar. 1542
Tombo da Comenda de Balasar. Na Torre do Tombo conservam-se dois tombos da Comenda de Balasar, um de 1608 e outro de 1830-1832. O mais recente tem a particularidade de ser contemporâneo da aparição da Santa Cruz e por isso, nas suas numerosas páginas, traz muita informação sobre pessoas do tempo e dá-nos uma ideia bastante precisa sobre a Igreja do Matinho.
Torre de Hermas.
Transfusão de Sangue. A primeira vez na história da Igreja.
Tríduo.
Trocado, Josué. Poveiro muito culto, professor do ensino secundário que frequentara a Gregoriana e que possuía uma vasta rede internacional de relações, fundou na Póvoa o Orfeão Povoense, o Coro Regional do Norte, também fundação sua, em termos práticos teve a sua sede nas Fontainhas. Na sua origem esteve  a passagem data da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima. Colaborou na vida paroquial de Balasar. Casa nas Fontainhas. Visitou ao menos uma vez a Alexandrina, a qual lhe deixou muito boa impressão. Salazar atentado Cga p. 65 nota Avante. Colaborou na imprensa.
Trofa. Era da Trofa o industrial Sr. Sampaio, que foi amigo da Alexandrina e do Dr. Azevedo. Numa ida ao Porto, a Alexandrina foi fotografada em casa dele, ao ar livre e em posições tais que parece recuperada das suas limitações de paralítica (excepto numa delas).
Túmulo. A Alexandrina foi originalmente sepultada em campa rasa no cemitério de Balasar. Pouco tempo depois, foi-lhe erigida uma capela-jazigo. Em 1977, os seus restos mortais foram trasladados para a Igreja Paroquial. Jesus fez uma promessa muito generosa para as pessoas que visitassem o seu túmulo. Descrição.
Uma Vítima da Eucaristia. Escrita pelo P.e Mariano Pinho, esta biografia da Alexandrina é das mais bem-sucedidas. Publicada em 1956, poucos meses após a morte da biografada, teve em breve edição em francês e alemão. Recentemente, teve segunda edição em francês.
União conjugal. Cga p. 184 nota,
Vasconcleos, Almiro. Cga pp 815 e
Veloso, Agostinho. Datas Sacerdote jesuíta, escritor. Tendo-se incompatibilizado com o P.e Mariano Pinho, alargou a sua má vontade à Alexandrina. Foi a sua acção que motivou o afastamento do P.e Mariano Pinho de Balasar e o seu exílio para o Brasil. A verdade foi reposta no Processo Informativo Diocesano.
Veríssimo, Jorge. Sacerdote dos Missionários do Espírito Santo, autor do livro  que põe justamente em evidência o lugar e importância do seu instituto religioso junto da Alexandrina.
Versalhes, pároco de. Sabe-se o nome de dois franceses que visitaram a Alexandrina: um era sacerdote e pároco de Versalhes e deixou um testemunho escrito; outro era “filho dum grande general francês” (19-8-1947). O sacerdote deixou escrito um belo testemunho sobre a Doente do Calvário. Agneau de dieu Cga p 425 nota,
Viagens ao Porto. 1ª 6/12/38 (levada pelo Dr. Abílio Garcia de Carvalho ao radiólogo Dr. Roberto de Carvalho); 2ª 15/7/41 (levada pelo Sr. Sampaio, acompanhada do Dr Azevedo e da Deolinda), fotografias; 3ª ao Refúgio, 10-6-43
Vida Interior da Beata Alexandrina. Título da edição portuguesa (2204) do livro Mio Signore Mio Dio! Come pregava Alexandrina, preparado pelos Signoriles.
Vida Pública. “Estás a viver a minha vida pública” As vistas
Vídeos. No Sítio Oficial há uma página para vídeos sobre a Alexandrina. Estas pequenas montagens de imagens, no geral acompanhadas de música, têm origem muito variada.
Vignole Borbera. Vignole Borbera era a terá natal do P.e Humberto. Durante a guerra, impedido de contactar a família, este padre pediu à Alexandrina que obtivesse a graça de a sua terra ser poupada aos bombardeamentos, o que se verificou, apesar de a destruição ter sido massiva nas vizinhanças. O pároco local veio a Balasar agradecer a graça dessa protecção.  Cga p 474
Vila do Conde. Nascida junto à foz do Ave, Vila do Conde, sede de concelho do mesmo nome, é uma cidade com forte tradição marítima. Foi na sua Matriz que a Alexandrina recebeu o sacramento do Crisma. Era vila-condense o Dr. Joaquim Pacheco Neves que em data se escandalizou também e sobre isso escreveu no Jornal do Médico, rebatido depois pelo Dr. Azevedo.
Vilar, Manuel. Sacerdote diocesano (Terroso, Póvoa de Varzim, 14/9/1903 – Porto, Hospital de S. Francisco, 7/3/1941). Embora tenha falecido jovem, foi uma pessoa muito conceituada no seu tempo: reformulou o currículo do Seminário Conciliar de Braga, ascendeu a monsenhor e dirigiu o Pontifício Colégio Português de Roma. Crónicas na Rádio Vaticano, retransmitidas depois pela Rádio Renascença ? No período relativamente breve que lidou com a Alexandrina, teve com ela um entendimento que se pode chamar fraterno. Depois de partir para Roma, escreveu-lhe várias vezes a dar conta das suas diligências em ordem a conseguir que o Papa proclamasse a Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria. Considerava-a sua “colaboradora providencial”.
Vinde todos… à Descoberta da Alexandrina. Livro antológico publicado na altura da Beatificação e que ajudou muita gente a descobrir a figura daquela que a Igreja ia honrar.
Visitas ao Sacrário. A Alexandrina chamava visita ao sacrário àqueles momentos, especialmente depois de ter revivido a Paixão, em que, indo para a janela donde se via a torre da Igreja, rezava a Jesus Sacramentado. Um exemplo, do artigo do P.e Terças (saudação à Eucaristia   :  Cga p. 744
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